Inflação homóloga em França sobe oito décimas para 1,7% em março

   Paris, 15 abr 2026 (Lusa) – A inflação homóloga em França subiu para 1,7% em março, mais oito décimas do que em fevereiro, devido ao aumento dos preços da energia provocado pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

O instituto nacional de estatística francês (INSEE) publicou hoje os dados definitivos da inflação do mês passado e sublinhou num comunicado que este aumento se explica em grande medida pela evolução dos preços da energia.

Os preços da energia aumentaram 7,4% em março face ao mesmo mês de 2025, quando em fevereiro a evolução homóloga tinha sido negativa (-2,9%).

Esta alteração na evolução dos preços da energia deveu-se aos produtos petrolíferos, que apenas em março registaram um salto de 17,1% face a fevereiro e subiram 18,1% face ao mesmo mês de 2025.

Em março em termos homólogos também acelerou ligeiramente a subida dos preços dos serviços (1,7%, contra 1,6% em fevereiro), enquanto pelo contrário abrandou a progressão da alimentação (1,8% em vez de 2%) e os produtos manufaturados desceram ainda mais (-0,5% em vez de -0,2 % em fevereiro).

Em França, a inflação subjacente, que exclui os elementos mais voláteis que são a energia e os alimentos, aumentou para 1,1% em março, contra 0,7% em fevereiro.

Quanto ao índice de preços ao consumidor harmonizado, que é utilizado para comparar os dados de França com os parceiros europeus, situou-se em 2% em março, contra 1,1% em fevereiro.

Perante o impacto do conflito no Médio Oriente Médio sobre os preços devido ao petróleo (mas também ao gás), o Governo francês reviu em alta as previsões para o conjunto do ano e agora espera uma inflação média de 1,9%, mais seis décimas do que esperava anteriormente.

Em paralelo, também reduziu as expectativas de crescimento económico para 0,9% em 2026, em vez de 1%.

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