
Madrid, 14 mai 2026 (Lusa) – Os preços em Espanha subiram 3,2% em abril, menos duas décimas do que em março, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística espanhol (INE).
Esta moderação da inflação homóloga em abril (subida dos preços comparando com o mesmo período do ano anterior) deveu-se, principalmente, à eletricidade, que caiu mais do que em abril de 2025, disse o INE.
Em sentido contrário atuaram os preços dos combustíveis, que subiram em abril deste ano e tinham descido no mesmo mês de 2025.
Os preços dos combustíveis foram afetados pela guerra entre Estados Unidos e Israel e o Irão, iniciada no final de fevereiro.
Quanto à inflação subjacente (sem a energia e os produtos alimentares frescos, tradicionalmente os mais voláteis do cabaz de compras), foi 2,8% em abril em Espanha (menos uma décima do que em março).
Na evolução em cadeia (comparação com o mês anterior), o INE calcula que os preços tenham subido 0,4% em abril.
O Governo espanhol aprovou um plano com 80 medidas para responder ao impacto nos preços da guerra no Médio Oriente que está em vigor desde 20 de março.
As medidas incluem a descida do IVA nos combustíveis, na eletricidade e no gás natural de 21% para 10%, assim como descontos e ajudas no gasóleo para transportadoras e para o setor da agropecuária e da pesca e apoios para a compra de fertilizantes para a agricultura.
Em paralelo, o executivo reforçou os apoios para o pagamento da luz destinados a famílias consideradas vulneráveis e foi também estabelecido um preço máximo para o gás butano e propano.
No caso da eletricidade, trata-se de um descida global de 60% dos impostos e, nos combustíveis, o IVA passou para o valor mínimo permitido pela UE.
O Ministério da Economia de Espanha considerou hoje que “as medidas de apoio a empresas e famílias, a par com a aposta pela soberania energética”, numa referência às energias a partir de fontes renováveis, conseguiram “amortizar o choque da guerra”.
Face à “queda dos preços da eletricidade e do gás natural”, será possível “iniciar a desativação” de algumas medidas a partir de 01 de junho e outras a partir de 01 de agosto, acrescentou o Ministério, num comunicado.
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