
Depois da descoberta dos restos mortais de 215 crianças indígenas na antiga escola residencial de Kamloops, na província de British Columbia, há agora um movimento que pede a remoção de estátuas de personalidades ligadas às escolas residenciais e ao colonialismo.
Os últimos dias no Canadá têm sido inundados de notícias sobre os restos mortais das 215 crianças indígenas enterradas na antiga escola residencial em Kamloops, na província de British Columbia. Uma descoberta que despoletou uma onda de várias ações na busca por justiça a estas e outras crianças que se acredita estarem enterradas em mais escolas residenciais no país.
Uma dessas ações é o pedido de remoção de estátuas ou marcos ligados ao legado colonial do Canadá ou de homenagem a arquitetos e principais líderes de escolas residenciais. À medida que a indignação cresce, pode ver-se a adoção de novas identidades de marcos na via pública.
É o caso da estátua do ex-primeiro-ministro do Canadá, John A. Macdonald, que foi rapidamente removida depois da autarquia de Charlottetown votar a remoção por unanimidade. Macdonald foi um arquiteto do sistema de escolas residenciais e liderou táticas de tortura contra indígenas.
Os pedidos de remoção desses marcos e referências colonialistas históricas do Canadá já vêm desde 2017.
Também há petições de longa data em Toronto que pedem que a cidade mude o nome da Dundas Street. A rua é em homenagem a Henry Dundas, que atrasou a abolição da escravatura no Império Britânico. É pedido que a Ryerson University remova a estátua, agora vandalizada, do fundador da escola.
Para alguns historiadores, o melhor a fazer é colocar esses marcos históricos em museus, onde possam ser preservados com o devido contexto histórico.
