
O Papa Francisco encontrou-se com os representantes dos povos indígenas Métis e Inuit, e manifestou o desejo de ouvir as histórias dos sobreviventes. Segundo a nota da sala de imprensa da Santa Sé, cada encontro durou cerca de uma hora.
O Papa Francisco recebeu, ao longo de duas audiências sucessivas, na manhã da última segunda-feira, 28 de março, na Biblioteca Apostólica, no Vaticano, dois grupos de representantes dos povos indígenas canadianos, Métis e Inuit, acompanhados por alguns bispos da Conferência Episcopal do Canadá.
Segundo a nota da Sala de Imprensa da Santa Sé, “cada encontro durou cerca de uma hora e foi marcado pelo desejo do Papa de ouvir e dar espaço às histórias dolorosas contadas pelos sobreviventes.”
Francisco recebeu os membros do Conselho Nacional Métis. Um encontro pontuado por palavras, histórias e recordações, mas também muitos gestos: do Papa e dos próprios indígenas que se viram a percorrer um caminho comum. O da “verdade, justiça, cura e reconciliação”.
Um “trabalho difícil, mas essencial” de ouvir e compreender as vítimas e as famílias foi iniciado pela Nação Métis.
“O Papa sentou-se e ouviu, acenou com a cabeça quando os nossos sobreviventes contaram as suas histórias. Senti dor nas suas reações quando se tratava de crianças. Os sobreviventes fizeram um trabalho incrível ao contar as suas verdades, eles foram muito corajosos”, disse o presidente da Métis, Cassidy Caron.



