Imigrantes devem reconhecer história dos indígenas

Foto: Wikimedia Commons
Foto: Wikimedia Commons

O juramento para obter a cidadania canadiana pode ser um dos passos para educar os recém-chegados ao Canadá a aprenderem mais sobre os povos indígenas. Uma iniciativa há muito pedida pela Comissão da Verdade e da Reconciliação.

Muitos imigrantes que chegam ao Canadá não têm conhecimento sobre os povos das Primeiras Nações. Ao que tudo indica, há uma grande lacuna no que diz respeito à divulgação de informações aos imigrantes sobre os povos indígenas e as culturas no Canadá. Isso abre espaço paraenganossobre a história do colonialismo canadiano. Uma situação que não é vista com bons olhos.

Foi em 2015 que a Comissão da Verdade e da Reconciliaçãoemitiu mais de 90 recomendações e apelos para que o Governo canadiano tomasse medidas. E parece que resultou. Os federais decidiram atualizar o guia e o teste de cidadania canadiano, assim como o juramento. Com isso, pretendemincluira história dos indígenas e reconheceros tratados e direitos desses povos.

É dessa forma que os federais pretendem dar um conhecimento mais aprofundado aos recém-chegados e imigrantes do Canadá sobre as Primeiras Nações, Metis e Inuit, bem como as culturas dessas comunidades.

Foi no dia 3 de junho que a Câmara dos Comuns adotou o projeto de lei C-8, que vem alterar a Lei da Cidadania e atualizar o juramento de acordo com a recomendaçãoda Comissão da Verdade e da Reconciliação.A Câmara dos Comuns concordou, por unanimidade, em acelerar a legislação proposta.

O novo juramento passa agora a ser: “I swear (or affirm) that I will be faithful and bear true allegiance to Her Majesty Queen Elizabeth the Second, Queen of Canada, Her Heirs and Successors, and that I will faithfully observe the laws of Canada, including the Constitution, which recognizes and affirms the Aboriginal and treaty rights of First Nations, Inuit and Metis peoples, and fulfil my duties as a Canadian citizen”.

Além disso, o novo guia da cidadania vai também incluir histórias de canadianos negros, canadianosda comunidade LGBTQ, francófonos e com deficiência. E terá também um capítulo sobre escolas residenciais. Ainda não há previsão para o lançamentodo guia atualizado.