
Uma pastora foi demitida, no ano passado, depois de se assumir como transgénero na Igreja Batista de Mississauga. Por causa do sucedido, o local de culto está agora a ser processado.
Polémica na comunidade batista de Mississauga.
Uma pastora de Ontário, que foi demitida de uma igreja Batista, em julho do ano passado, depois de se declarar transgénero, entrou com uma ação por demissão injusta, alegando que a saída foi motivada por discriminação.
Junia Joplin assumiu o cargo de pastor líder na Igreja Batista Lorne Park em 2014, ainda como homem e exerceu as funções até que se apresentou como transgénero à congregação num sermão transmitido ao vivo em junho do ano passado.
Numa declaração de reivindicação ainda não testada no tribunal, Joplin diz que recebeu o apoio de alguns membros da congregação e de outras igrejas e organizações batistas depois do anúncio feito.
No entanto, na reclamação, Joplin alega que nos dias que se seguiram, a igreja de Mississauga suspendeu as suas funções e não deu data para o regresso ao cargo.
Joplin diz que foi submetida a um “processo injusto”.
A igreja, no entanto, disse em comunicado, no ano passado, que Joplin foi demitida por “razões teológicas”.
Numa entrevista, a pastora disse que a demissão, e a forma como foi executada, a deixou com “uma espécie de ansiedade em torno do trabalho e da vida da igreja” que nunca tinha sentido antes.
Disse ainda que espera que o processo que interpôs ajude a tornar o Canadá um lugar mais inclusivo e seguro para cidadãos transgéneros.
A antiga Pastora quer 200 mil dólares pelos danos causados. Afirma que a igreja violou o Código de Direitos Humanos, que proíbe a discriminação no emprego com base na identidade de género, expressão de género, sexo, entre outros motivos.



