IA mais sábia: Universidade de Waterloo lidera inovação em raciocínio

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O estudo internacional liderado pela Universidade de Waterloo apresenta formas concretas de tornar a inteligência artificial mais sábia, robusta e fiável.

A investigação junta especialistas em psicologia, ciência da computação e engenharia, com o objetivo de treinar grandes modelos de linguagem para pensar de forma reflexiva, reconhecer limites e adaptar-se a diferentes contextos.

A inteligência artificial é eficaz em tarefas bem definidas, mas enfrenta dificuldades perante problemas complexos ou incertos. A nova abordagem centra-se na metacognição, ensinar a IA a pensar sobre o seu próprio pensamento, considerar múltiplas perspetivas e manter flexibilidade nas decisões.

O estudo define estratégias concretas, como humildade intelectual, análise de diferentes perspetivas e adaptação ao contexto. Sistemas mais sábios poderão lidar com problemas inéditos, cooperar em objetivos comuns, ser mais compreensíveis para os utilizadores e operar com maior segurança.

O trabalho contou com a participação de investigadores de várias universidades e institutos internacionais. Os próximos passos incluem desenvolver modelos computacionais inspirados na sabedoria humana, capazes de orientar a criação de sistemas de inteligência artificial mais seguros, cooperativos e alinhados com valores humanos.