
A inteligência artificial está a ganhar cada vez mais espaço na economia canadiana, mas, para já, não há sinais de uma onda de despedimentos. A conclusão é do Banco do Canadá, que continua a acompanhar o impacto da automação no mercado de trabalho.
Segundo a vice-governadora Michelle Alexopoulos, o uso da IA está mais presente em setores como a banca e os seguros. Já áreas mais tradicionais, como a restauração e a hotelaria, continuam a usar menos esta tecnologia.
Como a adoção da inteligência artificial acontece a ritmos diferentes entre setores, o impacto geral na economia ainda é considerado limitado. Mesmo assim, algumas empresas já estão a mudar a forma como certas tarefas são feitas.
O Banco do Canadá acredita que a IA pode ajudar as empresas a trabalhar de forma mais eficiente, reduzir custos e até contribuir para o aumento dos salários, sem aumentar significativamente a inflação.
A instituição lembra também que algo semelhante aconteceu com a chegada dos computadores: algumas funções desapareceram, sobretudo as mais repetitivas, mas ao mesmo tempo surgiram novas profissões e o mercado de trabalho acabou por se adaptar.
Apesar disso, já há sinais de maior cautela na contratação para funções de entrada, especialmente em áreas como programação e apoio ao cliente, onde algumas tarefas podem ser automatizadas.
Perante esta realidade, o Banco do Canadá defende um maior investimento em formação digital e no desenvolvimento de competências ligadas à inteligência artificial, sobretudo entre os trabalhadores mais jovens.
No balanço final, a instituição considera que a IA não deverá substituir trabalhadores em massa, mas sim transformar de forma profunda muitas das funções atuais.
