Honoris Causa a Mia Couto reconhece “profunda dimensão humanista” do escritor moçambicano – PR

Maputo, 13 mai 2026 (Lusa) – O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, considerou hoje motivo de orgulho, reconhecimento do talento, criatividade e da “profunda dimensão humanista” a atribuição do título de Doutor Honoris Causa ao escritor Mia Couto pela Universidade Eötvös Loránd, da Hungria.

Em comunicado, a Presidência da República refere que o chefe do Estado classifica a distinção como motivo de orgulho para Moçambique e reconhecimento do talento, da criatividade e da profunda dimensão humanista da obra literária de Mia Couto, que continua a projetar o nome do país além-fronteiras.

O escritor moçambicano Mia Couto foi distinguido em 08 de maio com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Eötvös Loránd, com a instituição húngara a justificar o galardão por o escritor ser uma “voz incontornável dos povos do chamado Sul Global e pela notoriedade da sua obra traduzida e premiada em dezenas de países de todos os continentes”, conforme nota da Fundação Fernando Leite Couto (FFLC).

Na posição divulgada hoje, o Presidente moçambicano destaca ainda que o percurso literário e intelectual de Mia Couto representa uma fonte de inspiração para as novas gerações de moçambicanos, pelo seu contributo para a afirmação da cultura nacional e para o fortalecimento da presença de Moçambique no panorama cultural e académico internacional.

Na sua mensagem durante a cerimónia de gala, Mia Couto disse partilhar aquele galardão de mérito com todos os escritores moçambicanos e com todos os professores que “se empenham em trazer luz e esperança para as novas gerações de Moçambique”, conforme referido na nota da FFLC.

Mia Couto nasceu na Beira, em Moçambique, em 1955, tendo sido jornalista e professor e atualmente é biólogo e escritor.

Prémio Camões em 2013 e José Craveirinha em 2022, Mia Couto é autor, entre outros, de “Jesusalém”, “O Último Voo do Flamingo”, “Vozes Anoitecidas”, “Terra Sonâmbula”, “A Varanda do Frangipani”, “A Confissão da Leoa” e de vários livros ilustrados para a infância.

Traduzido em mais de 30 línguas, o escritor foi igualmente distinguido com o Prémio Vergílio Ferreira (1999), com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas (2007) e com o Prémio Eduardo Lourenço (2011).

Em 2024 editou o romance “A Cegueira do Rio”, seguido do livro para a infância “As Sementes do Céu”, que saiu no ano passado.

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