Hong Kong e Macau doam 9,35 ME para ajudar vítimas de enxurrada no Tibete

Macau, China, 29 ago 2026 (Lusa) – As duas regiões semiautónomas chinesas de Hong Kong e Macau anunciaram hoje que irão doar o equivalente a 9,35 milhões de euros para apoiar o Tibete, afetado por uma enxurrada na quarta-feira.

A enxurrada que atingiu a zona fronteiriça entre o Nepal e o Tibete causou a morte de pelo menos 633 pessoas, de acordo com um novo balanço divulgado hoje pelas autoridades nepalesas.

Também hoje, a China elevou de cinco para sete o número de mortos causados no Tibete, enquanto o número de desaparecidos caiu de 558 para 554, incluindo 260 estrangeiros.

O líder do Governo de Hong Kong disse que ordenou ao Fundo de Auxílio a Desastres da antiga colónia britânica que abrisse um processo de candidaturas a “projetos de ajuda de emergência”.

Numa mensagem publicada na rede social Facebook, John Lee Ka-chiu acrescentou que as autoridades reservaram 50 milhões de dólares de Hong Kong (5,5 milhões de euros) para estes projetos.

“Agradecemos sinceramente a todos os socorristas que atuam na linha da frente, que, apesar dos riscos de desastres secundários, se dedicam de forma altruísta aos trabalhos de resgate e assistência”, sublinhou o chefe do Executivo.

Na sexta-feira, algumas operações de resgate em território chinês foram suspensas quando uma barragem natural, criada pela acumulação de lama e rochas após a enxurrada de quarta-feira, começou a transbordar.

“Desejamos que as operações de socorro decorram sem problemas e em segurança, e que as vítimas recebam apoio em tempo útil e ultrapassem este momento difícil o mais rapidamente possível, disse John Lee.

“Expresso as minhas mais profundas condolências às vítimas e apresento os meus mais sinceros pêsames às vítimas e aos seus familiares”, acrescentou o líder de Hong Kong.

Já o Governo de Macau anunciou que decidiu doar 30 milhões de yuan (3,85 milhões de euros) à região do Tibete, para “apoiar as operações de resgate e ações de assistência pós-desastre”, através da Fundação Macau.

A fundação é financiada por um imposto de 1,6% sobre as receitas dos casinos de Macau – capital mundial do jogo e único local na China onde os casinos são legais – para fins culturais, educacionais, científicos, académicos e filantrópicos.

Num comunicado, o Governo de Macau prometeu “envidar todos os esforços” para apoiar a área afetada pela catástrofe, nomeadamente com assistência médica, assim como “colaborar ativamente nas operações de recuperação subsequentes”.

O chefe do Executivo, Sam Hou Fai, enviou uma mensagem às autoridades do Tibete a manifestar “profundo pesar” pelas vítimas e condolências aos familiares e a todos os afetados pela enxurrada.

O Governo apelou para a “participação ativa de todos os setores sociais de Macau” para ajudar nas ações de recuperação pós-desastre e apoiar a população afetada, “para que possam retomar a normalidade o mais rapidamente possível”.

O Conselho de Coordenação Nacional da Associação de Nepaleses Não Residentes de Macau disse ao canal em portugês da televisão pública TDM que está a planear recolher fundos e recursos para ajudar o país.

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