Homenagem às vítimas do ataque a mesquita em janeiro de 2017

Correio da Manhã Canadá

Cinco anos depois de um atirador ter assassinado seis homens dentro de uma mesquita da cidade do Quebec, os sobreviventes do ataque e membros da comunidade reúnem-se para assinalar a tragédia. O dia serve essencialmente para destacar a discriminação enfrentada pelos muçulmanos e ainda fazer um apelo por controlo de armas.

São cinco anos de luta e de muita dor. Em memória das vítimas, os sobreviventes reúnem-se para fazer apelos contra o ódio e contra a discriminação enfrentada pelos muçulmanos.

O cofundador da mesquita recorda a tragédia que tirou a vida a seis homens, em conferência de imprensa, e lembra os 35 sobreviventes que vivem com lembranças de um dia sangrento.

Os seis homens muçulmanos foram mortos a tiros logo após o término das orações noturnas no Centro Cultural Islâmico a 29 de janeiro de 2017.

O cofundador da mesquita disse que este ano a comunidade também quer desencadear ações sobre o controlo de armas, racismo e o impacto na comunidade muçulmana da lei secular do Quebec, conhecida como ‘Bill 21’.

“Não faremos apenas discursos e apelos, devemos agir.”

Os organizadores do evento, em memória das vítimas, disseram que combater o ódio requer solidariedade de todos, incluindo aliados políticos.

O cofundador disse que inicialmente foi difícil convencer os fiéis a voltarem à mesquita, mas as renovações e medidas de segurança apertadas, concluídas no ano passado, ajudaram a acalmar alguns dos temores.