Hesitação vacinal no Canadá ligada a política, idade e região

Foto: Envato

Um novo inquérito nacional no Canadá, da empresa de análise Proof Strategies, revela níveis relevantes de hesitação vacinal e expõe diferenças marcadas na confiança dos cidadãos nas recomendações médicas.

O estudo analisou respostas de 1.501 canadianos entre 7 e 15 de janeiro de 2026. Os resultados indicam que 24% dos inquiridos afirmam ter recusado pelo menos uma vacina recomendada por um médico

A principal razão apontada é o receio de efeitos secundários. Surgem ainda fatores como o custo de vacinas não cobertas pelos sistemas provinciais de saúde e dúvidas sobre segurança e eficácia.

A investigação revela diferenças regionais significativas. Alberta destaca-se com 35% de recusa vacinal, enquanto o Quebec regista o valor mais baixo, com 19%.

No plano político, a recusa é mais elevada entre apoiantes do Partido Conservador, com 39% a afirmar ter rejeitado uma vacina recomendada. Entre liberais, o valor desce para 13%, enquanto no Novo Partido Democrático fica nos 12% e no Bloco Quebequense nos 14%.

A análise identifica ainda padrões por idade e género, com maior recusa entre mulheres millennials e homens da geração Z. Entre pais com filhos, 16% dizem ter recusado vacinas recomendadas para crianças. 

Em conclusão, o estudo sublinha que a hesitação vacinal deve ser tratada como um desafio de saúde pública, defendendo estratégias de comunicação mais direcionadas e o reforço da confiança nos profissionais de saúde.