
É um vírus raro, mas com consequências graves. O hantavírus voltou a estar sob os holofotes após um surto suspeito num cruzeiro ao largo de Cabo Verde, com casos graves e mortes registadas a bordo.
O hantavírus pertence a um grupo de vírus transmitidos sobretudo por roedores. A infeção no ser humano ocorre, na maioria dos casos, através da inalação de partículas contaminadas presentes na urina, fezes ou saliva de ratos infetados.
Os sintomas podem começar de forma discreta, com febre e dores musculares, mas evoluir rapidamente para dificuldades respiratórias severas, podendo levar a pneumonia e choque. Não existe tratamento antiviral específico, sendo o apoio médico essencial em casos graves.
No surto em investigação, a bordo do navio “MV Hondius”, foram identificados vários casos suspeitos, incluindo infeções confirmadas e mortes. A embarcação permanece retida enquanto as autoridades de saúde internacionais analisam a origem do contágio.
Apesar da gravidade, a Organização Mundial da Saúde considera o risco para a população em geral baixo. Ainda assim, recomenda vigilância, sobretudo em contextos de viagem e contacto com ambientes onde possam existir roedores.
No Canadá, o risco mantém-se reduzido, mas existem diferentes tipos do vírus em zonas rurais, sobretudo no oeste do país. As autoridades alertam para a importância de medidas de prevenção, como evitar contacto com roedores e garantir a correta limpeza de espaços potencialmente contaminados.
Este surto serve de alerta global: embora raro, o hantavírus pode ser perigoso. A prevenção e a vigilância continuam a ser as principais formas de evitar novos casos, sobretudo em viagens internacionais e zonas de risco.
