Hamas denuncia aumento de ataques de colonos na Cisjordânia

Jerusalém, 11 jul 2026 (Lusa) — O Hamas denunciou hoje um aumento nos ataques de colonos israelitas contra palestinianos na Cisjordânia ocupada, após diversos incidentes em várias localidades do território, e convocou uma mobilização intensificada e a criação de mecanismos de proteção comunitária.

Em comunicado divulgado pelos seus canais, o grupo acusou os colonos de cometerem atos de “terrorismo” e “crime organizado” em localidades como Al-Mughayyir, a leste de Ramallah, onde, segundo o relato, ocorreram ataques a casas, propriedades e moradores com a cumplicidade do exército israelita.

A agência de notícias oficial palestina Wafa informou hoje que vários palestinianos ficaram feridos durante um ataque de forças israelitas e colonos a uma residência em Al-Mughayyir.

Segundo fontes locais citadas pela agência, um homem foi ferido na coxa, duas pessoas ficaram feridas por balas revestidas de borracha e um menino de 10 anos foi atingido na cabeça por uma granada de atordoamento.

A Wafa também relatou incidentes noutros locais, como Khirbet Mas’ud, perto de Jenin, onde colonos teriam soltado animais em terras agrícolas, danificando plantações e árvores, e Qabalan, ao sul de Nablus, onde colonos teriam impedido funcionários municipais de concluir uma instalação elétrica.

Além disso, o Crescente Vermelho Palestiniano relatou feridos em Al-Mughayyir e mencionou dificuldades para levar uma ambulância ao local.

A organização também informou ter atendido quatro pessoas após um ataque de colonos em Masafer Yatta (Hebron) e transportado outra pessoa com ferimento de arma de fogo, vinda de Silwad.

Mais de 60 palestiniaos foram mortos em ataques realizados por soldados, polícias ou colonos israelitas na Cisjordânia desde o início do ano, segundo dados do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários.

O número de mortos ultrapassou 1.116 desde 07 de outubro de 2023, quando Israel intensificou as incursões de rotina na Cisjordânia em retaliação a ataques lançados naquele mesmo dia contra o seu território por milícias sediadas em Gaza — ataques que deixaram 1.200 mortos e resultaram em 251 pessoas feitas reféns.

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