
O Governo do Canadá conseguiu impedir a violação das sanções impostas à Rússia após a invasão da Ucrânia. As autoridades canadianas evitaram com sucesso uma tentativa de exportar materiais proibidos para a Rússia.
Oficiais de fronteira em Montreal apreenderam um carregamento, descrito como “bens de uso duplo”, proibidos de exportar para a Rússia sob o regime de sanções impostas pelo Canadá.
A Agência de Serviços de Fronteiras do Canadá (CBSA) inicialmente disse que era a única apreensão que poderia confirmar sob as sanções relacionadas à Ucrânia, mas mais tarde admitiu que esta seria a única sobre a qual poderia divulgar detalhes.
A porta-voz da CBSA, Judith Gadbois-St-Cyr, disse que o carregamento foi detetado no mês passado e apreendido por não ter as devidas licenças de exportação.
A remessa foi detida e a CBSA consultou a Global Affairs Canada, cujos especialistas confirmaram que a exportação de um componente da remessa era proibida.
O item constava da Lista de Produtos e Tecnologias Restritos do Canadá, que estabelece materiais proibidos para exportação com destino à Rússia.
As sanções foram implementadas em resposta à guerra da Rússia contra a vizinha Ucrânia. O conflito já dura há quase seis meses.
“Esta apreensão do CBSA demonstra que as sanções do Canadá contra a Rússia estão a ser aplicadas”, disse Marcus Kolga, membro sénior do Instituto Macdonald-Laurier. Mas Kolga acrescentou que relatórios recentes, acerca das autoridades italianas terem apreendido um carregamento do Canadá de drones americanos com destino à Russia, devem ser investigados.
Na terça-feira, dia 2 de agosto, o Governo canadiano adicionou 43 militares e 17 entidades à sua lista de sanções, em parte devido à cumplicidade com crimes de guerra em Bucha.
A embaixada russa em Ottawa protestou contra o que chamou de sanções “ilegais e injustificáveis” na sua conta do Twitter.
Embora o Canadá tenha sancionado quase 1.200 indivíduos e entidades desde o início da invasão russa a 24 de fevereiro, pouco disse sobre a aplicação dessas medidas.
Mas o CBSA disse que a Secção de Operações de Combate à Proliferação estava a trabalhar com o Departamento de Indústria e Segurança (BIS) dos EUA para “partilhar informações e alvos”.
O CBSA confirma que apreendeu mais de uma dúzia de remessas devido a suspeitas de links com entidades russas desde 1 de março de 2022.



