
O Governo do Canadá decidiu castigar o setor da defesa russo com mais sanções, por causa da invasão da Ucrânia. Além disso, reforçou a ajuda humanitária à Ucrânia, com um apoio adicional de 100 milhões de dólares.
O Canadá aplicou novas sanções à Rússia, devido à invasão da Ucrânia. De acordo com a ministra federal dos Negócios Estrangeiros, as novas medidas impõem restrições a 33 entidades do setor da defesa russo.
Mélanie Joly diz que estas organizações deram apoio aos militares russos – direta ou indiretamente – e que, portanto, são cúmplices da dor e do sofrimento decorrentes da guerra injustificável de Vladimir Putin.
As sanções preveem o congelamento de ativos e proibições de entidades listadas, incluindo o Instituto de Física e Tecnologia de Moscovo e as empresas Integral SPB e Shipyard Vympel JSC.
Depois o ataque russo, que começou a 24 de fevereiro, o Canadá impôs sanções a mais de 700 indivíduos e entidades da Rússia, Ucrânia e Bielorrússia.
Desde a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014, o Canadá impôs sanções a mais de 1.100 indivíduos e entidades.
“O Canadá sempre apoiou e sempre apoiará a Ucrânia”, disse Joly em comunicado.
“Continuaremos a apoiar os corajosos homens e mulheres que lutam pela sua liberdade e exigimos que os responsáveis pelas atrocidades sejam responsabilizados.”
Já o primeiro-ministro canadiano avançou que o Canadá está a ajduar a investigar crimes de guerra na Ucrânia. Em entrevista à CNN, Trudeau disse que as imagens de cidades como Bucha são “horríveis” e que “é claro que Putin está sistematicamente a atacar civis, sejam hospitais, estações de comboios ou maternidades”.
Ao mesmo tempo, o Canadá reforçou o seu apoio à Ucrânia. O Governo federal acaba de anunciar uma ajuda humanitária adicional de 100 milhões de dólares.
“Defendemos a Ucrânia”, diz Trudeau em comunicado. “Seja com comida, água, alojamento ou assistência médica.”
Com este anúncio, o Canadá totaliza 245 milhões de dólares em assistência humanitária à Ucrânia. Desse total, 145 milhões foram destinados a organizações das Nações Unidas, à Cruz Vermelha e a organizações não-governamentais.



