
O movimento ecologista, Greenpeace vai apresentar uma queixa contra a Rússia junto do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos pela detenção de ativistas num protesto, no ano passado, contra a exploração petrolífera no Ártico.
Em setembro do ano passado, as forças de segurança russas detiveram 30 membros da Greepeace e jornalistas e apresaram o navio ‘Artic Sunrise’, durante uma ação numa plataforma petrolífera explorada pela empresa de energia estatal Gazprom.
As 30 pessoas, entre as quais uma cidadã brasileira e quatro russos, ficaram detidos durante cerca de dois meses, antes de serem libertados sob caução, beneficiando depois de uma amnistia apoiada pelo Kremlin.
A Greenpeace reclama uma compensação e o reconhecimento de que a detenção dos manifestantes pacíficos foi ilegal, por ter ameaçado o direito à liberdade e à liberdade de expressão, consagrado na Convenção Europeia dos Direitos Humanos, documento ratificado pela Rússia.
Para a associação, a “reação das autoridades russas foi completamente desproporcionada face ao protesto pacífico que se realizou”, o grupo foi confrontado com condenações a vários anos de prisão antes de serem amnistiados, e as autoridades russas ainda mantêm apresado o ‘Artic Sunrise’, com bandeira holandesa e admite agora que o processo possa decorrer durante mais de um ano no Tribunal Europeu.



