
Lisboa, 30 jul 2026 (Lusa) — O ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho elogiou hoje a “intenção clara reformista” do Governo, mas admitiu que preferia “que houvesse um ritmo mais intenso”.
“Eu julgo que o Governo tem, no seu programa, assumido uma intenção clara reformista”; considerou Passos Coelho, à margem da apresentação do estudo “Desbloquear o crescimento de Portugal” realizado pelo Nobel da Economia James A. Robinson e encomendado pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e pelo Instituto Amaro da Costa.
Ainda assim, Passos considerou que “teria preferido que houvesse um ritmo mais intenso, que se andasse mais depressa”.
“Sobretudo, que o foco das reformas estivesse mais centrado no cidadão, portanto, nos empreendedores, nos contribuintes, nas pessoas e menos no Estado consigo próprio”, assumiu Passos Coelho.
“Mas isso são perspetivas, o Governo tem a sua visão das coisas e cá tem vindo a seguir o seu caminho”, disse.
Ainda na mesma ocasião, Passos Coelho deixou crÃticas ao atual funcionamento do Estado, que, na sua opinião, “funciona mal e, portanto, exige muito à s pessoas, mas não devolve reciprocamente aquilo que é necessário, nos tempos que demora a decidir, na forma como complica a vida dos investidores, dos trabalhadores, das instituições”.
É por essa razão que “a reforma do Estado é um ponto importante, crÃtico” e que “se deve enaltecer”, considerou.
Na opinião do antigo primeiro-ministro, a reforma do Estado é fundamental para que “os rendimentos das pessoas possam crescer, para que aqueles que estão hoje a sair das universidades possam olhar para o futuro”.
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