Governo prepara solução para falta de água na margem sul do Tejo, diz ministra do Ambiente

Lisboa, 09 set 2026 (Lusa) — O Governo quer ter dentro de quatro meses uma solução para a falta de água na margem sul do Tejo, partindo de Castelo de Bode e/ou do rio Tejo, disse hoje a ministra do ambiente.

Maria da Graça Carvalho, que falava numa audição na Comissão de Ambiente da Assembleia da República, disse que a solução técnica será complementar ao uso de águas subterrâneas e acrescentou que foram incumbidos, por despacho hoje publicado, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Grupo ÁdP (Águas de Portugal) de apresentarem um projeto no prazo de 120 dias.

Numa intervenção perante os deputados, a ministra fez um balanço do que tem sido feito nas diversas áreas do Ministério do Ambiente e Energia, disse que será apresentado o Roteiro para a Descarbonização da Aviação (Ronda) e num documento que apresentou refere que Portugal vai participar na próxima cimeira do clima, a COP31 (na Turauia), com pavilhão nacional.

A ministra referiu também que o Plano Social para o Clima mobiliza 1,6 mil milhões de euros até 2032 e que o mesmo privilegia a eficiência energética das habitações e a mobilidade sustentável.

Na transição energética em causa está, segundo o Governo, a criação do Plano de Aceitação das Energias Renováveis, uma maior participação dos municípios nos benefícios das energias renováveis, a aprovação (e primeiro leilão) da Estratégia para o Armazenamento de Energia.

Será também definido o modelo das concessões de baixa tensão, até final do ano, lançada a estratégia nacional dos recursos geológicos e o programa de apoio à resiliência energética das infraestruturas críticas.

Além da reabilitação de várias frentes costeiras a ministra destacou o lançamento de um aviso para intervenções de restauro em todos os grandes parques (Peneda-Gerês será o primeiro) e também um projeto de restauro do montado no Alentejo.

Na conservação da natureza Maria da Graça Carvalho salientou ainda a criação oficial da reserva marinha Dom Carlos, um novo ciclo de atuação na conservação do lince ibérico e o Programa para a Recuperação das Aves Estepárias, e ainda novos projetos-piloto de restauro de ecossistemas urbanos (Celorico da Beira, Batalha e Mangualde).

Segundo a ministra, estão quase prontos os 61 planos de gestão das zonas especiais de conservação (ZEC), faltando apenas três. E na área dos resíduos disse que no próximo mês a APA lançará um concurso para avaliar a localização no Algarve de uma unidade de valorização dos resíduos.

O Governo aprovou na terça-feira, por despacho, um plano de ação para a alga invasora Rugulopteryx okamurae, disse também.

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