Governo português manifesta “profunda consternação” pelo acidente em Cabo Verde

Lisboa, 06 set 2026 (Lusa) — O Governo português manifestou hoje “profunda consternação” pelo “trágico acidente” envolvendo um autocarro com alunos, que causou pelo menos 25 mortos, na noite de sábado, na ilha cabo-verdiana do Fogo.

“Neste momento de profunda dor, [o ministro dos Negócios Estrangeiros] transmite as mais sentidas condolências às famílias das vítimas, em particular das crianças e jovens que perderam a vida, e deseja uma rápida recuperação aos feridos”, disse o ministro Paulo Rangel, numa mensagem publicada nas redes sociais.

O Governo expressou ainda “a solidariedade de Portugal para com o povo irmão e autoridades cabo-verdianas”.

Um acidente com um autocarro que transportava alunos causou pelo menos 25 mortos e 18 feridos na ilha cabo-verdiana do Fogo, na noite de sábado.

Os feridos, com idades entre os 6 e os 11 anos, estão hospitalizados, quatro dos quais em estado grave, segundo as autoridades cabo-verdianas.

O Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, desloca-se hoje à ilha do Fogo, onde já se encontra o primeiro-ministro, Francisco Carvalho.

De acordo com a Câmara Municipal de São Filipe, o “autocarro transportava alunos num passeio” quando saiu da estrada e caiu de uma altura de cerca de 30 metros, na localidade de Campanas de Cima, no município de Santa Catarina do Fogo.

O município declarou dois dias de luto municipal e anunciou uma reunião extraordinária para hoje, para deliberar sobre os apoios aos familiares das vítimas.

O Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, apresentou as suas condolências às famílias das vítimas e desejou uma “rápida recuperação aos feridos”.

O primeiro-ministro, Francisco Carvalho, manifestou também o pesar do Governo pela perda de vidas no acidente e apresentou as condolências às famílias das vítimas, estendendo a solidariedade aos feridos e à população do Fogo.

O chefe do Governo desejou ainda uma pronta recuperação aos feridos e reconheceu o trabalho dos profissionais de saúde, das equipas de socorro e de todos os que estão a prestar auxílio às vítimas.

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