Gás de Moçambique é alternativa para o mercado global – PR

Redação, 26 mar 2026 (Lusa) – O chefe do Estado moçambicano, Daniel Chapo, disse hoje que Moçambique é alternativa para fornecer gás ao mercado mundial e, sobretudo, ao continente africano, mostrando abertura para enviar este produto ao Quénia através dos portos do país.

“O gás pode ser exportado de Moçambique para Quénia e beneficiar o país irmão e o povo queniano. Portanto, estamos realmente a ver Moçambique como uma das alternativas do gás a nível global, para o próprio continente africano e, sobretudo para os nossos países irmãos”, disse o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, questionado por jornalistas no balanço da sua visita ao Quénia.

Em conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo queniano, William Ruto, Chapo referiu-se aos megaprojetos de gás que estão em curso no país, explicando que quando todos estiverem em curso Moçambique estará entre os cinco maiores produtores mundiais, podendo desenvolver a indústria local e exportar.

Para tal, disse, o país tem projetos de construção de condutas de gás a partir do porto da Beira, no centro do país, no porto de Nacala e a partir de Cabo Delgado, no norte, indicando que este produto pode beneficiar aquele país.

“Neste processo de exportação, os nossos países africanos vão beneficiar deste gás e Quénia é um país irmão que tem vindo a trabalhar connosco. Nós temos as maiores reservas também de carvão e (…) o Quénia tem fábricas de cimento que usam carvão e já estivemos em Moçambique com empresários quenianos que estão interessados na importação do carvão”, disse Chapo.

Moçambique tem três megaprojetos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de GNL da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo de Cabo Delgado.

Um desses projetos e da TotalEnergies e outro da ExxonMobil (18 mtpa), de 30 mil milhões de dólares (26,1 mil milhões de euros), que aguarda decisão final de investimento, ambos em Afungi.

Soma-se o da italina Eni, que já produz desde 2022 cerca de sete mtpa, a partir da plataforma flutuante Coral Sul, que será duplicada a partir de 2028 com a plataforma Coral Norte, num investimento de 7,2 mil milhões de dólares (6,2 mil milhões de euros).

 

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