FUGAS DE INFORMAÇÃO PREOCUPAM DIRETORES

50 mil professores encheram a avenida da Liberdade, em Lisboa. A desão à greve de amanhã pode inviabilizar exame de Português
50 mil professores encheram a avenida da Liberdade, em Lisboa. A desão à greve de amanhã pode inviabilizar exame de Português

Os diretores de escolas acusam o Ministério da Educação e Ciência de querer garantir os exames “a qualquer preço”, amanhã, dia de greve de professores, e temem que haja fugas de informação e que a equidade seja posta em causa.
Em causa estão indicações do Júri Nacional de Exames (JNE), que permitem aos directores das escolas substituir os docentes do secretariado de exames caso estes façam greve, recebendo as provas, distribuindo pelas salas e guardando no cofre da escola no fim. “Os membros do secretariado de exames têm uma enorme preparação e formação e agora o JNE vem dizer que os diretores os podem substituir. Os alunos e os professores mereciam mais respeito”, disse ao CM Manuel Pereira, da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, acrescentando: “É preciso garantir em absoluto a igualdade, todas as possibilidades de fuga de informação devem ser controladas e reduzindo as garantias ao mínimo isso fica posto em causa”. O responsável diz ter “dúvidas” sobre a legalidade das indicações do JNE.