
Os perigos no mundo ocidental não se limitam a Vladimir Putin e não vão acabar caso a Ucrânia vença a guerra. Quem o diz é Chrystia Freeland. Nos Estados Unidos, a vice-primeira-ministra do Canadá defendeu uma nova estratégia internacional para a energia, a economia e o clima.
A vice-primeira-ministra do Canadá apelou esta terça-feira, dia 11 de outubro, a que as democracias enfrentem as duras verdades económicas da nova e perigosa ordem mundial.
Chrystia Freeland acha que é preciso adotar um propósito comum nos valores partilhados de prosperidade, segurança energética, proteção do planeta e comércio livre e justo.
As palavras foram proferidas nos Estados Unidos, durante as reuniões anuais do Banco Mundial e do FMI.
Freeland fez um discurso eloquente sobre a relativa paz e estabilidade dos 33 anos entre a queda do Muro de Berlim em 1989 e a “bárbara violação” da soberania ucraniana pela Rússia no final de fevereiro deste ano.
Perante uma plateia de académicos e acionistas, a governante deixou um aviso aos países que se opõem a Vladimir Putin: os perigos enfrentados pelo mundo ocidental não se limitam ao presidente russo, nem vão desaparecer caso a Ucrânia vença a guerra.
Freeland também fez a apologia do chamado ‘friend-shoring’ – um termo popularizado no verão passado pela secretária do Tesouro dos Estados Janet Yellen, para descrever cadeias de abastecimento fortalecidas, favoráveis ao clima e resistentes a choques que dependem principalmente de vizinhos e aliados com ideias semelhantes.



