
Chrystia Freeland testemunhou hoje no âmbito do inquérito ao uso da lei de emergência durante os protestos do ‘Freedom Convoy’. A vice-primeira-ministra canadiana diz ter temido “danos irreparáveis” nas relações comerciais entre o Canadá e os Estados Unidos. Amanhã é a vez de Justin Trudeau ser ouvido.
Os bloqueios do chamado ‘Freedom Convoy’ na fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos poderiam ter causado “danos irreparáveis” nas relações comerciais com o país vizinho. O alerta é da vice-primeira-ministra e ministra das Finanças canadiana.
Chrystia Freeland testemunhou esta quinta-feira, dia 24 de novembro, perante a Comissão de Emergência de Ordem Pública. A governante diz que os protestos não tiveram apenas impactos económicos imediatos.
De acordo com Freeland, o ‘Comboio da Liberdade’ causou “danos irreparáveis, passivos e de longo prazo” às relações comerciais com os Estados Unidos, num momento particularmente delicado.
A governante recorda que o Governo do presidente Joe Biden vivia, à data, sob uma pressão protecionista, analisando as suas cadeias de abastecimento e identificando eventuais vulnerabilidades.
Por outro lado, observa Freeland, os protestos coincidiram com um momento complexo para o Canadá, do ponto de vista financeiro.
Além do protecionismo norte-americano, o impacto da pandemia ainda estava a ser sentido. Ao mesmo tempo, a Rússia aumentava as ameaças de invadir a Ucrânia.
Ao que diz Freeland, o Canadá preparava à data possíveis medidas de retaliação ao protecionismo dos Estados Unidos. Além disso, o departamento de finanças também planeava outro orçamento para a era da pandemia e ainda sanções preventivas contra a Rússia.
A ministra diz que foi de facto um momento “muito desafiante” para a economia do Canadá.



