
A ministra da defesa do Canadá, Anita Anand falou hoje sobre o relatório final da revisão independente sobre má conduta sexual nas Forças Armadas canadianas. O relatório da ex-juíza do Supremo tribunal do Canadá que liderou a revisão, Louise Arbour, contém 48 recomendações, incluindo que tribunais criminais civis devem ter jurisdição exclusiva sobre crimes sexuais que envolvem militares.
São 48 as recomendações de Louise Arbour. A ex-juíza do Supremo tribunal do Canadá liderou a revisão independente sobre má conduta sexual nas Forças Armadas canadianas.
Ao lado de Anita Anand, Arbour diz que chegou a hora de as Forças Armadas desistirem do controlo permanente das investigações de crimes sexuais feitas pelos próprios membros. Recorde-se que, desde 1998, os militares podem, por lei, lidar com os próprios casos de agressão sexual.
Depois de mais de um ano de trabalho, Louise Arbor recomenda, por exemplo, que a polícia civil e os tribunais tratem de todos os casos de agressão sexual envolvendo denúncias contra militares.
“Por mais desafiadora que seja, esta organização deve demonstrar humildade suficiente para aceitar ajuda externa e se abrir para o mundo exterior”, escreveu Arbour no relatório de cerca de 400 páginas.
“Uma mudança significativa dependerá da vontade política e determinação dos civis que supervisionam as Forças Armadas do Canadá”.
Militares com traumas sexuais exigem há décadas que sejam assumidos os casos de má conduta sexual, argumentando que as Forças Armadas canadianas falharam em apoiar adequadamente as vítimas e em investigar e processar os casos ao pormenor.



