
Lisboa, 17 mar (Lusa) — O chefe da missão do FMI para Portugal, Subir Lall, afirmou hoje que o Fundo “não tinha mandato nem autoridade” para supervisionar os bancos, reiterando que o objetivo do programa era assegurar a estabilidade financeira sistémica e que “isso foi garantido”.
“Não exigimos nada à s autoridades porque não desempenhamos o papel de supervisores. Não tÃnhamos o mandato ou a autoridade para supervisionar os bancos”, afirmou Subir Lall numa conferência hoje em Lisboa quando questionado sobre se o Fundo teve conhecimento dos problemas detetados no Banco EspÃrito Santo (BES) durante o programa de resgate.
“Se trabalhámos com os bancos? Sim. A questão é que temos de olhar para que servia o programa? Era para garantir a estabilidade financeira sistémica e isso foi garantido”, disse ainda o responsável durante uma conferência promovida pela Ordem dos Economistas.



