
Barcelona, 12 abr 2026 (Lusa) – Os barcos da Flotilha Global Sumud fizeram hoje uma despedida simbólica pelo porto de Barcelona, Espanha, não tendo ainda partido oficialmente para Gaza devido a condições atmosféricas adversas.
De acordo com a agência EFE, decorreram este fim de semana várias manifestações de despedida junto a Port Vell, mas as condições atmosféricas não permitiram ainda a partida dos cerca de 70 barcos que compõem a flotilha que tem como primeira paragem a Sicília.
No entanto, também à EFE, os ativistas da Flotilha Global Sumud adiantaram que os barcos vão sair ainda hoje de Port Vell para outro porto de Barcelona, não especificando qual, e que a partida para águas internacionais deverá acontecer segunda-feira ou na terça-feira.
Esta flotilha vai levar cerca de mil pessoas a bordo e, segundo anunciou a organização, pretende ser “a maior missão marítima em defesa da Palestina” da história, com os organizadores a sublinharem que apesar de a atenção internacional se ter desviado de Gaza, Israel mantém o bloqueio ao território, assim como ataques, que se intensificaram também na Cisjordânia.
Desta vez, para prestar apoio técnico e logístico às embarcações da flotilha, sairão também de Barcelona os barcos “Arctic Sunrise”, da organização não-governamental (ONG) Greenpeace, e “Open Arms”, da ONG espanhola com o mesmo nome, conhecida por, entre outras iniciativas, resgatar migrantes no Mediterrâneo.
A iniciativa tem quatro reivindicações, a primeira das quais a abertura de um corredor permanente por mar e outro por terra de acesso a Gaza que garanta a passagem segura de ajuda humanitária, pessoal médico e materiais de reconstrução.
A Flotilha Global Sumud pede ainda “o embargo imediato de armas” a Israel e que a reconstrução e o governo de Gaza sejam liderados pelos palestinianos, a par do levantamento do bloqueio e da garantia do direito de regresso para todos os palestinianos.
A Faixa de Gaza, governada pelo grupo radical Hamas, está sob bloqueio israelita desde 2007.
Israel e o Hamas acusam-se mutuamente de violarem o cessar-fogo que entrou em vigor a 10 de outubro de 2025, após dois anos de guerra.
As acusações de genocídio cometido por Israel contra palestinianos na Faixa de Gaza multiplicaram-se, mas Telavive rejeita-as.
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