
Foi aprovado pela Health Canada o Trikafta, um medicamento para as crianças que sofrem de fibrose quística. A doença crónica e hereditária afeta múltiplos órgãos do aparelho digestivo, mas essencialmente os pulmões. Em Portugal, Constança Braddell, uma jovem que sofria de fibrose quística e que deu maior visibilidade à doença, morreu aos 24 anos.
A fibrose quística passou a ser falada em Portugal por causa de Constança Braddel, uma jovem de 24 anos que divulgou a doença que tinha, mas que acabaria por perder a vida a 11 de julho do ano passado. Constança tinha uma doença crónica, hereditária e que se manifestava sobretudo nos pulmões e no intestino, interferindo assim com a digestão dos alimentos e com a respiração.
No Canadá, a Health Canada aprovou o Trikafta para crianças dos seis aos onze anos. O medicamento é considerado a “maior inovação na história da fibrose quística” a ser aprovado no Canadá.
A Cystic Fibrosis Canada revelou em comunicado à imprensa que a Health Canada aprovou o Trikafta para crianças com pelo menos uma mutação no gene CF, causadora da fibrose quística.
A organização de caridade garante que o medicamento “que muda a vida dos pacientes” pode tratar até 90% dos canadianos com fibrose quística e aborda as causas da doença em vez de apenas controlar os sintomas.
O medicamento foi aprovado para maiores de 12 anos no ano passado e o grupo já pediu aos Governos provinciais, autarquias e seguradoras privadas que financiem o Trikafta para maiores de seis anos.
Em 2020, antes do medicamento ser aprovado para uso no Canadá, o Trikafta custava aos pacientes nos Estados Unidos até 300 mil dólares por ano.



