
Matosinhos, Porto, 19 jul 2026 (Lusa) — O festival Marés, que arrancou na sexta-feira e termina hoje em Matosinhos, onde se realizou pela primeira vez, regressa em 2027, nos dias 16, 17 e 18 de julho, adiantou à Lusa o presidente executivo da PEV Entertainment.
“Para o ano mantemos a realização do Marés no terceiro fim de semana de julho, ou seja, 16, 17 e 18”, afirmou Jorge Lopes.
Quanto ao cartaz do próximo ano, o responsável contou que já está a trabalhar nele há muito tempo e que em breve estará em condições de anunciar “nomes de grandes artistas”.
“GostarÃamos de ter anunciado agora durante o festival, mas não foi possÃvel, mas muito em breve vamos ter aà umas grandes novidades”, garantiu.
Jorge Lopes referiu que o festival vai continuar no mesmo registo, isto é, a apresentar artistas nacionais e internacionais que agradam a diferentes gerações porque é esse o seu ADN.
A 19.ª edição do festival recebeu cerca de 100 mil pessoas durante os três dias, revelou.
A PEV Entertainment organizava desde 2007 o festival Marés Vivas em Vila Nova de Gaia, onde teve várias localizações, desde a praia do Cabedelo, a antiga seca do bacalhau e, nos últimos quatro anos, o antigo parque de campismo da Madalena.
Mas, este ano, e após uma divergência com a Câmara de Vila Nova de Gaia sobre a relocalização do festival, a PEV Entertainment mudou-se para Matosinhos e retirou o ‘Vivas’ do nome.
Devido a esta mudança, a edição deste ano poderia ser mais difÃcil, mas o balanço é “muito positivo”, destacou.
“Estamos realmente surpreendidos, quer pelo cenário que conseguimos montar, pelos grandes momentos musicais, mas, sobretudo, pela adesão e confiança do público”, contou.
O presidente executivo da PEV Entertainment confessou ter ficado “algo apreensivo” com todas as questões que envolveram a mudança de local, mas a resposta das pessoas “foi ótima”.
Jorge Lopes apontou ainda que a continuidade do festival em Matosinhos está assegurada para os próximos anos porque o local é “ótimo”, assim como a relação com o municÃpio, e a adesão das pessoas foi “incrÃvel”.
“Estamos entusiasmados com este local e é para cá continuar”, reforçou.
A ideia para as próximas edições é crescer, quer em termos de lotação, de espaço e de estrutura, frisou.
Além dos concertos, os festivaleiros tinham ainda a possibilidade de andar numa roda gigante ou num slide que atravessava o recinto.
O recinto está adaptado a pessoas com mobilidade condicionada e os concertos contam com interpretação em LÃngua Gestual Portuguesa e coletes de vibração para pessoas surdas.
“Nós queremos é que o recinto seja suficientemente preparado para que ninguém tenha problemas em aceder ao mesmo, ou seja, queremos que seja para todos, o objetivo é que todas as pessoas possam experienciar o festival na sua plenitude”, assinalou.
Durante os três dias, o festival Marés recebeu mais de 30 artistas e bandas nos quatro palcos, num cartaz que incluiu Da Weasel, James, Seal, Calema, Vizinhos, Plutónio, Myke Towers e Ozuna.
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