
Porto, 21 ago 2026 (Lusa) — A Feira do Livro do Porto abriu portas hoje à s 12:00 e nos primeiros 15 minutos entraram 800 visitantes, com muitos estudantes em busca de clássicos em promoção, mas também estrangeiros em passeio e famÃlias a ler à s crianças.
“Nos primeiros 15 minutos temos 800 entradas, eu quero dizer que quando chegarmos aos 20 minutos temos os primeiros mil visitantes da Feira do Livro do Porto”, afirmou o vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto, Jorge Sobrado, realçando que esta 13.ª edição da Feira do Livro do Porto é o “regresso promissor” de um evento “muito acarinhado dos portuenses”.
“Nós somos herdeiros de um modelo. O que fizemos foi respeitar esse modelo, expandindo as suas possibilidades. Ou seja, levamos esse modelo um pouco ao ginásio e aparecemos com mais ‘stands’. São 144, com mais de 130 livreiros, editores e outros expositores, com mais horas de programação cultural. É uma Feira do Livro em que o livro e a leitura dialogam com todas as artes”, asseverou Jorge Sobrado.
Além das conversas com escritores e apresentações de livros e conferências, os livros vão também dialogar com várias artes, lembrando o autarca que a autora homenageada este ano é a poeta Inês Lourenço.
O estudante de Medicina Veterinária António Pedrosa, de 23 anos, foi um dos primeiros a entrar hoje na Feira do Livro, acompanhado da namorada, também estudante de Medicina Veterinária. Ambos andavam perdidos entre os clássicos da literatura a preços de promoção na banca de um alfarrabista da cidade do Porto.
António Pedrosa, que considera que a Feira do Livro é um dos eventos mais interessantes da cidade, decidiu comprar hoje o livro “David Copperfield”, de Charles Dickens, considerado um dos grandes clássicos da literatura inglesa e mundial.
“Aproveitamos aqui os descontos bastante grandes que encontramos na Feira do Livro e pareceu-nos um bom negócio”, declarou o estudante, assumindo que, para além dos romances, está “aberto a procurar um bocadinho de tudo”, mesmo de “livros um bocadinho mais técnicos”.
Joana Jesus, de 23 anos, é uma fã de livros em segunda mão, uma paixão que começou em criança pela mão da famÃlia que a levava à Feira do Livro. Está-lhe no sangue, portanto, procurar edições antigas nas feiras de livros e nos alfarrabistas, conta a futura médica veterinária.
“A minha prateleira de clássicos é quase tudo edições diferentes, umas quase todas estragadas, outras mais recentes, e tenho mesmo o hábito de ir quer a alfarrabistas cá no Porto, mesmo quando estou de férias, também tenho livros que trago de Bilbau (Espanha), de Londres (Inglaterra), porque encontro assim a dois e três euros e já serve de recordação”, descreve.
Joana Jesus conta que não busca as edições necessariamente especiais de capa dura e as primeiras versões que são sempre mais caras e procuradas por colecionadores, mas confessa que aprecia as capas mais “feinhas que são assim antigas”.
“Eu acho que tem o seu charme também ter a coleção de clássicos com livros que efetivamente já de idade. […] Têm memórias. De vez em quando, têm apontamentos, vais abrir a página e têm uma dedicatória, então é sempre engraçado”, afirmou à Lusa.
Deambulando pelo certame literário onde o sol reinava ao inÃcio da tarde, sob as copas das árvores que protegiam os 144 ‘stands’, a Lusa encontrou famÃlias com crianças sentadas em bancos de jardim pintados de vermelho. Uma mãe lia a história infantil “A uva amarga” à sua filha de 3 anos, ao lado do pai atento.
Pela Avenida das TÃlias, vários turistas a falar em espanhol e em francês tiravam ‘selfies’ junto a um lago com esculturas e perto do miradouro com vista para o Douro e para a Ponte da Arrábida.
A 13.ª edição da Feira do Livro do Porto homenageia a obra da poeta Inês Lourenço, de 83 anos, e decorre até 06 de setembro, com centenas de iniciativas programadas.
CCM // TDI
Lusa/Fim



