Exigência de Jesus deve-se à crença na qualidade, diz Bruno Fernandes

Porto, 03 out 2026 (Lusa) – A exigência de Jorge Jesus deve-se à crença nas capacidades dos futebolistas de Portugal, observou hoje Bruno Fernandes, capitão na ausência de Cristiano Ronaldo, que deixou o estágio, e utilizado em funções e posicionamentos diferentes com o novo selecionador.

“Já trabalhei com o ‘míster’ e foi ele que me trouxe aos grandes palcos em Portugal. Sei da exigência que é trabalhar com ele, mas isso deve-se também à crença que tem na nossa qualidade e no que podemos fazer e dar à seleção”, observou o médio, em conferência de imprensa de antevisão à receção à Noruega, no domingo, para a Liga das Nações.

Bruno Fernandes, de 32 anos, voltou à titularidade na quinta-feira e fez duas assistências na vitória de Portugal na Dinamarca (4-2), assumindo a braçadeira de capitão habitualmente utilizada por Cristiano Ronaldo, que abandonou, por decisão própria, o estágio da seleção lusa na véspera.

“A minha primeira parte não foi tão bem conseguida como a segunda. As palavras que o ‘míster’ me deu ao intervalo fizeram com que melhorasse na segunda parte”, enquadrou o jogador dos ingleses do Manchester United, que tinha ficado ausente do triunfo na Noruega (2-1) por problemas físicos.

Portugal fechou a primeira volta do Grupo A4 da Liga das Nações com três vitórias, numa série iniciada na receção ao País de Gales (1-0), em 24 de setembro, em Lisboa, na estreia sob orientação de Jorge Jesus e ainda com Ronaldo nas opções, das quais também fez parte Bruno Fernandes.

“Na Noruega, tivemos de sofrer pela qualidade do adversário, que é uma seleção de qualidade, tem jogadores de grande nível e causa dificuldades. Há que dar valor ao trabalho defensivo, que foi bom. Concedemos mais oportunidades do que queríamos, mas, ao mesmo tempo, conseguimos ser muito eficazes a defender. Há sempre coisas a melhorar em cada jogo e neste último não foi diferente, apesar de a exibição ter sido melhor”, frisou.

Grato por reencontrar Jorge Jesus, com quem coincidiu no Sporting em 2017/18, o médio enalteceu a rápida assimilação da seleção às ideias do sucessor do espanhol Roberto Martínez e destacou a evolução sem bola.

“O ‘míster’ tem dado uma atenção especial à linha defensiva e isso tem sido importante para a nossa maneira de defender. Ele tem trabalhado muito próximo de nós e vê-se os resultados. Os jogadores adaptaram-se muito bem, estamos a jogar bem e a equipa está a ganhar”, valorizou.

Bruno Fernandes distinguiu as funções desempenhadas frente ao País de Gales, descaído no flanco esquerdo, e diante da Dinamarca, no apoio ao avançado Gonçalo Ramos e à frente dos médios Rúben Neves e Vitinha.

“No último jogo, ajudei mais o ponta de lança na pressão e, nos momentos em que estávamos mais baixos [no campo], fiz parte de um trio de médios para fechar no meio. Quando joguei na esquerda, ocupei espaços interiores com bola, dando o flanco ao lateral, e aproximei-me dos médios e dos dois avançados para que as tabelas pudessem acontecer”, explicou.

Portugal, detentor do troféu, acede aos quartos de final da Liga das Nações se pontuar frente à Noruega, no domingo, em encontro da quarta e antepenúltima jornada do Grupo A4 da primeira fase, com início às 19:45, no Estádio do Dragão, no Porto, e arbitrado pelo italiano Maurizio Mariani.

“Esperamos que todos estejam inspirados para podermos celebrar muito. Já fomos tantas vezes felizes no Dragão, onde assegurámos a passagem em muitas fases de qualificação. Que seja um bom presságio”, terminou.

Uma semana depois da vitória em Oslo, Portugal, líder isolado, com nove pontos, reencontra a Noruega, terceira classificada, com os mesmos três da Dinamarca, segunda, e do País de Gales, quarto e último, que jogam em simultâneo em Cardiff, na conclusão desta pausa internacional.

Os dois primeiros colocados das quatro ‘poules’ da Liga A apuram-se para a próxima fase da mais recente prova europeia de seleções, cujo troféu está na posse de Portugal, recordista de êxitos, com dois (2019 e 2025).

 

 

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