
Washington, 13 mar 2026 (Lusa) – O Exército dos EUA vai enviar tropas do corpo de Fuzileiros e navios adicionais para o Médio Oriente, adiantaram hoje meios de comunicação social norte-americanos, quando se aproxima a segunda semana da guerra com o Irão.
Segundo o The New York Times, foram enviados para a região cerca de 2.500 fuzileiros e mais três navios.
O Wall Street Journal citou responsáveis norte-americanos dizendo que o USS Tripoli, um navio de assalto anfíbio baseado no Japão, e os seus fuzileiros acompanhantes estão a caminho do Médio Oriente.
De acordo com a CNN, trata-se de uma força expedicionária de fuzileiros, que conta normalmente com cerca de 2.500 militares, que foi enviada.
O Wall Street Journal especificou que o pedido de fuzileiros navais adicionais foi feito pelo Comando Central dos EUA, que supervisiona as tropas norte-americanas no Médio Oriente, e aprovado pelo líder do Departamento de Defesa, Pete Hegseth.
Os fuzileiros já estavam na região para apoiar as operações contra o Irão, observou o jornal.
Os Estados Unidos e Israel lançaram uma campanha aérea maciça contra o Irão a 28 de Fevereiro, e Teerão retaliou com vagas de drones e mísseis, bem como ataques a navios no estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do comércio mundial de crude.
O chefe do Estado-Maior norte-americano, Dan Caine, descreveu hoje o estreito de Ormuz como “um ambiente taticamente complexo”, reconhecendo implicitamente que não será possível impedir, a curto prazo, os ataques iranianos contra navios.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu a possibilidade de escoltas a navios no estreito, mas o secretário da Energia, Chris Wright, disse na quinta-feira que as forças norte-americanas ainda não tinham condições para o fazer.
O bloqueio do estreito de Ormuz obriga os países do Golfo Pérsico a reduzir drasticamente a produção, diminuindo a oferta mundial em petróleo em 7,5%, de acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA).
A situação fez disparar os preços do petróleo para valores acima dos 100 dólares por barril, o que não acontecia desde 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.
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