
Washington, 28 ago 2026 (Lusa) – O Comando Central militar dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelo Médio Oriente, declarou o estreito de Ormuz aberto depois de as forças norte-americanas terem removido as minas marÃtimas da via navegável.
“As rotas marÃtimas internacionais e reconhecidas no estreito estão livres de minas marÃtimas iranianas graças ao trabalho incrÃvel das Forças Armadas”, disse o comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, na quinta-feira.
“Removemos com sucesso as minas marÃtimas das rotas marÃtimas internacionais do estreito, colocadas há meses pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão”, acrescentou Cooper, num vÃdeo, publicado na véspera do sexto mês do conflito.
As circunstâncias das operações são “desafiantes e perigosas, para dizer o mÃnimo (…) mas conseguimos concluir a tarefa”, acrescentou o almirante.
Segundo Cooper, mais de 20 navios de guerra e centenas de aeronaves participaram nas operações no estreito de Ormuz, e cerca de 50 mil soldados estão a impor um bloqueio contra o Irão, impedindo-o de exportar petróleo dos seus portos.
“Nenhum navio entrou ou saiu de um porto iraniano sem a nossa permissão, e só permitimos a passagem de embarcações por razões humanitárias”, afirmou.
Horas antes, o Centcom anunciou nas redes sociais que tinha impedido 75 navios de atravessar o estreito de Ormuz, devido ao bloqueio decretado por Washington aos portos do Irão.
“Os Estados Unidos [EUA] continuam a aplicar o bloqueio contra o Irão. À data de 27 de agosto, as forças do Centcom desviaram 75 navios comerciais, inutilizaram três e abordaram dois para garantir o cumprimento”, afirmou o comando.
Também na quinta-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, publicou um mapa do estreito de Ormuz na plataforma que detém, Truth Social, declarando-o como um novo território norte-americano.
Ao lado das bandeiras de Porto Rico, dos Estados Federados da Micronésia e das Ilhas Marshall, entre outras, o lÃder acrescentou a passagem marÃtima estratégica para o comércio global de gás e petróleo localizada no Médio Oriente.
No mesmo dia, o secretário-geral da Organização MarÃtima Internacional (OMI), Arsenio DomÃnguez, alertou que o estreito de Ormuz continua inseguro e exortou os armadores, operadores e companhias de navegação a evitarem a travessia até estar garantida a segurança.
Arsenio DomÃnguez observou, numa entrevista à agência Efe, que quase seis mil tripulantes estão presos na zona de conflito há quase seis meses, sem possibilidade de retirada, enquanto cerca de 70 embarcações foram atacadas e 20 trabalhadores marÃtimos morreram na sequência do conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irão.
“A minha mensagem para os armadores e operadores, incluindo as companhias de navegação, é que, em primeiro lugar, realizem avaliações de risco, mas, acima de tudo, evitem transitar pelo estreito de Ormuz”, advertiu.
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