Exército do Mali confirma ataques na fronteira com a Mauritânia e a morte de 200 terroristas

Bamako, 02 mai 2026 (Lusa) – O exército do Mali confirmou hoje ataques aéreos realizados na sexta-feira na fronteira com a Mauritânia contra “uma grande coluna” de insurgentes e afirmou ter matado 200 “terroristas”.

Esta contraofensiva ocorreu após a onda de ataques coordenados de terroristas e separatistas contra a capital e várias cidades, no dia 25 de abril.

Em comunicado, o exército do Mali indicou apenas que os grupos terroristas estavam a atravessar “uma fronteira vizinha para perpetrar novos ataques”, sem adiantar mais pormenores.

“A avaliação dos resultados indica que mais de 200 agressores foram neutralizados, quatro veículos armados e mais de 60 motos foram completamente destruídas”, refere o comunicado.

O grupo paramilitar russo Africa Corps, controlado pelo Ministério da Defesa russo e que atualmente apoia a junta militar no poder, explicou num comunicado divulgado na sexta-feira que o ataque ocorreu na fronteira com a Mauritânia.

Os mercenários russos indicaram que um grande grupo de combatentes (até 200 pessoas, com 150 motas, três carrinhas de caixa aberta com metralhadora pesada e uma carrinha de caixa aberta com um sistema ZU-23) foi detetado a atravessar a fronteira entre o Mali e a Mauritânia “para compensar as perdas sofridas pelos grupos em território maliano”.

O exército do Mali, que conta atualmente com o apoio das juntas militares do Burkina Faso e do Níger, foi apoiado na sua vitória de 2023 sobre os separatistas do norte por mercenários russos do Grupo Wagner, agora conhecido como Afrika Corps.

No passado sábado, os separatistas da Frente de Libertação de Azawad, que reivindicam a independência do norte, e os extremistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM, afiliado da Al-Qaeda no Sahel) lançaram ataques coordenados e simultâneos contra a capital e várias cidades, matando o ministro da Defesa, o general Sadio Camara.

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