
Macau, China, 13 abr 2026 (Lusa) — O excedente das contas públicas de Macau subiu 44% no primeiro trimestre, em comparação com igual período de 2025, sobretudo devido ao aumento das receitas dos impostos sobre os casinos da capital mundial do jogo.
De acordo com dados publicados ‘online’ pela Direção dos Serviços de Finanças (DSF), Macau registou um excedente de 13,6 mil milhões de patacas (1,45 mil milhões de euros) entre janeiro e março.
No orçamento para todo o ano 2026, o Governo da região semiautónoma chinesa tinha previsto um excedente muito menor, no valor de 5,22 mil milhões de patacas (553,7 milhões de euros).
O território terminou 2025 com um excedente nas contas públicas de 19,9 mil milhões de patacas (2,09 mil milhões de euros), mais 26,1% do que no ano anterior.
O excedente beneficiou de um crescimento de 13,5% na receita corrente, para 28,7 mil milhões de patacas (3,05 mil milhões de euros).
A principal razão para o aumento foi um acréscimo de 15,9%, para 25,8 mil milhões de patacas (2,74 mil milhões de euros), nas receitas dos impostos sobre o jogo — que representaram 88,8% do total.
As seis operadoras de jogo da cidade pagam um imposto direto de 35% sobre as receitas do jogo, 2,4% destinado ao Fundo de Segurança Social de Macau e ao desenvolvimento urbano e turístico, e 1,6% entregue à Fundação Macau para fins culturais, educacionais, científicos, académicos e filantrópicos.
As receitas totais dos casinos de Macau atingiram no primeiro trimestre 65,9 mil milhões de patacas (7,45 mil milhões de euros), mais 14,3% do que em igual período de 2025.
Por outro lado, as despesas públicas do território caíram 3,3% entre janeiro e março, para 15,4 mil milhões de patacas (1,63 mil milhões de euros), apesar de um reforço dos apoios sociais.
Os gastos com apoios e subsídios sociais cresceram 6,8% em comparação com o primeiro trimestre de 2025, para 7,63 mil milhões de patacas (809,5 milhões de euros).
O orçamento aprovado em novembro inclui benefícios fiscais para atrair sociedades gestoras de fundos de investimento, fundos de investimento especiais e investidores em fundos, para ajudar a desenvolver o setor financeiro.
Além disso, o Governo isentou do imposto de selo a compra da primeira habitação por parte de residentes, até seis milhões de patacas (636 mil euros), num documento que previa uma subida de 4,3% nos apoios e subsídios sociais.
Em julho, o parlamento de Macau também já tinha aprovado uma proposta do Governo para aumentar em 2,86 mil milhões de patacas (303,4 milhões de euros) as despesas previstas no orçamento de 2025, para reforçar os apoios sociais.
A revisão inclui a criação de um subsídio, no valor total de 54 mil patacas (cerca de 5.730 euros), para as crianças até aos três anos, numa tentativa de elevar a mais baixa natalidade do mundo.
Mas as despesas caíram sobretudo devido a um corte de 17,7% nos gastos com obras públicas — o Plano de Investimentos e Despesas da Administração (PIDDA) –, para 3,72 mil milhões de patacas (394,5 milhões de euros).
VQ // MLL
Lusa/fim
