
O tão esperado depoimento da ex-procuradora geral e ministra da Justiça, Jody Wilson-Raybould aconteceu ontem em Ottawa. A ex-ministra disse que recebeu telefonemas e mensagens de texto sobre o caso da empresa SNC-Lavalin, e participou de 10 reuniões diferentes, com 11 pessoas ligadas ao Gabinete do primeiro-ministro e outros departamentos federais. Numa dessas reuniões inclusive foi entre Raybould e Trudeau. A ex-ministra admitiu que à medida que os encontros e mensagens sobre o assunto aumentavam, sentiu-se pressionada em reverter a decisão inicial de não aceitar um acordo de remediação com a empresa, acusada de fraude e corrupção em negócios na Líbia. Sobre o encontro com Trudeau em especial, admitiu que ficou alarmada quando o primeiro-ministro falou sobre a importância da SNC-Lavalin em Quebec, e o fato de que Trudeau é um membro do parlamento de Quebec, numa referência de que seguir adiante com um processo criminal poderia comprometer a permanência da empresa na província. Estas declarações originaram muitas reações, entre elas da oposição. O líder conservador Andrew Scheer pediu a demissão de Justin Trudeau alegando que o primeiro-ministro perdeu a autoridade moral para governar. Já o líder do NDP, Jagmeet Singh, pediu a abertura de um inquérito independente para descobrir a verdade do que aconteceu entre a ex-ministra e membros do gabinete de Trudeau.
