Ex-militar processava forças armadas por política de vacinação

Foto: ENVATO

Sean Ward, de 29 anos, o homem que morreu após o confronto com a polícia junto a uma sinagoga em Belleville, tinha processado as Forças Armadas canadianas em um milhão de dólares, segundo documentos judiciais obtidos pela Global News.

Ward era cabo e estava colocado na base militar de Edmonton quando recusou a vacina contra a COVID-19, alegando motivos religiosos. Segundo o processo apresentado em 2023, foi considerado “inapto para continuar ao serviço das Forças Armadas” e dispensado em junho de 2022.

A ação judicial alegava perdas financeiras de cerca de 140 mil dólares e afirmava que Ward e outros autores do processo sofreram consequências psicológicas, físicas e emocionais após a dispensa. As alegações foram contestadas pelo Governo canadiano.

Na resposta apresentada em tribunal, o Governo defendeu que a vacinação era segura e eficaz e constituía uma medida essencial para proteger os militares e permitir às Forças Armadas cumprir a sua missão.

Os documentos judiciais correspondem ao perfil do homem identificado pela polícia como suspeito do tiroteio junto à Sons of Jacob Synagogue, em Belleville.

Segundo a Special Investigations Unit (SIU) , a 20 de setembro, por volta das sete da noite, um agente do Belleville Police Service encontrava-se perto da sinagoga quando ocorreu uma troca de tiros com um homem armado com uma caçadeira. Um segundo agente chegou ao local e também disparou. O suspeito e um polícia ficaram feridos.

Ward morreu no hospital a 21 de setembro. O agente policial continua hospitalizado, em estado crítico, mas estável. A investigação da SIU prossegue.

A polícia não confirmou que a sinagoga fosse o alvo do ataque e não determinou a motivação do suspeito.

O caso continua sob investigação, enquanto são analisados novos elementos sobre o passado militar de Ward e o processo que moveu contra as Forças Armadas canadianas.