
Lisboa, 07 mai (Lusa) – O antigo gestor do Banco Mundial Harinder Kohli avisou, em Lisboa, que os países exportadores de matérias-primas, entre os quais Angola, Moçambique e Brasil, não podem ser preguiçosos, devem “trabalhar duro” e apostar na educação e na competitividade.
Em declarações aos jornalistas à margem da segunda edição das Conferências de Lisboa, que decorreram entre quinta e sexta-feira na Fundação Calouste Gulbenkian, o atual diretor geral do Fórum de Mercados Emergentes afirmou que a queda dos preços das matérias-primas atingiu vários países – de África à América Latina, passando pelo Médio Oriente e pela Rússia.
“Países que são fortemente dependentes na exportação de matérias-primas e cujas economias não são diversificadas estão a sofrer, principalmente porque durante o ‘boom’ de dez anos, eles não pouparam para os tempos difíceis”, considerou, em declarações aos jornalistas.



