Ex-diretor do FBI alega “erros fundamentais” no processo contra si e pede arquivamento

Washington, 22 nov 2025 (Lusa) – O ex-diretor do FBI James Comey solicitou sexta-feira o arquivamento do processo criminal contra si, alegando “erros fundamentais” no processo e na gestão da procuradora interina Lindsey Halligan, nomeada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

A defesa sustenta que a acusação não foi votada pelo grande júri, o que violaria os seus direitos constitucionais.

Comey, que é acusado de mentir ao Congresso e de obstruir um processo legislativo, argumentou que Halligan, nomeada dias antes da acusação e sem experiência prévia como procuradora, cometeu irregularidades que invalidam a acusação.

Um juiz federal, William Fitzpatrick, advertiu que Halligan fez declarações que poderiam comprometer a integridade do grande júri e questionou o uso de provas obtidas em investigações anteriores contra um amigo de Comey, o professor Daniel Richman, sem ordem judicial específica.

Durante uma audiência, foi revelado que o grande júri rejeitou inicialmente uma das três acusações e que a acusação corrigida pode não ter sido votada por todos os membros.

A defesa argumenta que isso torna a acusação nula e pede a sua rejeição. Comey declarou-se inocente das acusações.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou a acusação contra o ex-diretor dos serviços federais de investigação, que durante o governo de Barack Obama havia investigado a possível intervenção russa na campanha política de Donald Trump.

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