
Estrasburgo, França, 04 out (Lusa) — Os eurodeputados discordaram hoje da Comissão Europeia quanto à eficácia do código de conduta para antigos e atuais comissários, considerando que casos como a ida de Durão Barroso para a Goldman Sachs mostram que é necessária uma reforma profunda.
Num debate em Estrasburgo, e depois de a Comissão, pela voz do comissário Pierre Moscovici, ter defendido que as atuais regras já são muito estritas, os deputados intervenientes contestaram vivamente essa ideia, apontando que os múltiplos casos envolvendo antigos e mesmo atuais comissários mostra que é necessário fazer muito mais, propondo designadamente o prolongamento do “período de nojo” e incompatibilidades para ex-membros Comissão (atualmente fixado em 18 meses), e, no caso de Durão Barroso, a retirada da sua pensão.
Entre os eurodeputados portugueses que intervieram no debate no hemiciclo de Estrasburgo, Ana Gomes, do PS, defendeu que a atual situação “exige uma reforma firme e radical”, e, relativamente ao caso de Durão Barroso, considerou “inadmissível” que este “continue a receber pensão paga pelos contribuintes, enquanto serve a Goldman Sachs, que visitou à socapa em 2013, quando era presidente da Comissão Europeia.”
