EUA cancelam exercício militar com Coreia do Sul devido à guerra – Seul

Seul, 24 ago 2026 (Lusa) — Os Estados Unidos cancelaram um exercício conjunto com a Coreia do Sul previsto para setembro por restrições de disponibilidade de forças causadas pela guerra com o Irão, anunciou hoje o exército sul-coreano.

“O Corpo de Fuzileiros Navais norte-americano informou oficialmente as nossas forças em junho de que a capacidade para desdobrar tropas no exercício Ssangyong deste ano seria limitada devido à situação no Médio Oriente”, disse o porta-voz dos fuzileiros sul-coreanos, Han Seung-jeon.

Seul e Washington realizam consultas para retomar o exercício conjunto de desembarque anfíbio, acrescentou Han durante uma conferência de imprensa, sem dar mais pormenores, de acordo com a agência France-Presse (AFP).

O Pentágono, sede da defesa dos Estados Unidos, não respondeu de imediato aos contactos da AFP.

O anúncio surge uma semana depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter reduzido a duração dos exercícios militares anuais realizados com Seul para contrariar as ameaças potenciais da Coreia do Norte, que dispõe de armas nucleares.

Trump assegurou que se reuniria ainda este ano com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

O encontro, o quarto entre Trump e Kim, poderá realizar-se em novembro, à margem da cimeira da APEC (Cooperação Económica Ásia-Pacífico) na China, admitiram vários observadores.

Trump fez também na quarta-feira uma estimativa oficial invulgar e muito precisa do arsenal nuclear norte-coreano, ao anunciar que o país asiático está dotado de “57 armas nucleares”.

O ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, afirmou no dia seguinte perante o Parlamento que o Governo de Seul calculava o número de armas nucleares detidas pelo Norte “em cerca de 80 a 120”.

Os Estados Unidos destacaram milhares de soldados para o Médio Oriente no âmbito da ofensiva que lançaram contra o Irão conjuntamente com Israel em 28 de fevereiro.

O Irão respondeu com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde circula habitualmente um quinto das exportações de produtos petrolíferos, e com ataques contra bases norte-americanas nos países da região.

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