
Pequim, China, 09 out (Lusa) – O primeiro-ministro definiu-se hoje como “meio vizinho da China”, numa alusão às origens indianas do seu pai e num discurso em que salientou os caracteres pluricontinental do português e multilateral inerente à história da diplomacia nacional.
António Costa respondia a questões formuladas por estudantes da Universidade de Tsinghua, uma das mais prestigiadas da China e que está situada na zona norte de Pequim, depois de ter feito um discurso inicial em que citou escritores como Fernando Pessoa, Luís de Camões, Vergílio Ferreira e José Saramago para defender a tese da universalidade da língua portuguesa.
Na sua última resposta a perguntas da plateia, perante um anfiteatro cheio de alunos e professores chineses, o líder do executivo português falou sobre o caráter pluricontinental da língua portuguesa e também sobre a capacidade de os portugueses, enquanto povo, “saberem compreender o outro, quer para acolhimento, quer para a sua própria integração”.
