
Algés, Oeiras, 11 mar 2026 (Lusa) – O ministro da Presidência defendeu os estatutos da Lusa, que preveem que a direção de informação compareça perante uma comissão parlamentar, referindo que não quer a agência de notícias “nas mãos de um novo Sócrates”.
António Leitão Amaro falava na terça-feira, no jantar-debate sobre “Políticas Públicas para os Media”, organizado pela Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social.
De acordo com os estatutos da Lusa, “na medida em que as regras regimentais ou deliberação da Assembleia da República assim o determinem, o Conselho de Administração e o diretor de informação comparecerão perante a comissão parlamentar competente para prestar informações ou esclarecimentos ao funcionamento do serviço público, sempre que ta lhes for solicitado”.
Questionado sobre o tema, o ministro salientou que “quando o parlamento discute, pergunta, escrutina, está a discutir, a perguntar e a escrutinar, não está a mandar”.
“Não há em lado nenhum, nem na lei nem nos estatutos, um dever de ir anualmente ao parlamento. Existe uma possibilidade quando o parlamento chamar”, esclareceu o governante, que recordou que em 2009 ou 2010 esteve numa comissão, na sua estreia na Assembleia da República, “onde se discutiam interferências políticas na Lusa de então”.
Aliás, “nós conhecemos quem era o primeiro-ministro, quem é que liderava a Lusa e houve uma discussão no parlamento sobre isto”, insistiu o ministro que tem a tutela dos media.
“Eu quero ter esta defesa para se voltar a ver um Sócrates a governar o país. E acho que o parlamento defende melhor a Lusa de um Sócrates do que um Sócrates a agir sozinho”, enfatizou António Leitão Amaro.
“É isto, não tenho outra maneira de explicar, é isto mesmo: eu não quero a Lusa nas mãos de um novo Sócrates. Simples. E esta é minha explicação e pode ser repetida em todo o sítio”, rematou.
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