
Um estudo realizado na provÃncia canadiana de Saskatchewan indica que a fadiga no local de trabalho pode ser um problema mais grave do que o esperado.
A investigação, conduzida pelo Saskatchewan Safety Council, mostra que 22 por cento dos trabalhadores inquiridos admitem adormecer involuntariamente no trabalho pelo menos uma vez por semana.
O estudo envolveu cerca de 1.800 trabalhadores de vários setores de atividade e analisou hábitos de sono, nÃveis de fadiga e impactos na segurança laboral.
Os dados revelam ainda que 14 por cento dos inquiridos dizem ter adormecido ao volante no regresso a casa, também com frequência semanal.
Quase metade dos trabalhadores em regime diurno refere dormir menos de seis horas por noite, enquanto entre trabalhadores por turnos esse valor desce para menos de cinco horas.
A investigação aponta também que a maioria recorre a algum tipo de ajuda para dormir, como medicamentos ou outros auxiliares, o que levanta preocupações adicionais entre especialistas.
Profissionais de saúde alertam que a privação de sono compromete a concentração, a tomada de decisão e a capacidade de resposta no trabalho e na condução.
O estudo destaca ainda a falta de formação: a maioria dos trabalhadores afirma nunca ter recebido formação sobre gestão da fadiga.
Especialistas sublinham que a gestão do problema deve ser partilhada entre trabalhadores e empregadores, nomeadamente na organização de horários e condições de trabalho.
As autoridades de segurança recomendam mais descanso, pausas regulares e prudência na condução em caso de fadiga, sublinhando os riscos associados à sonolência excessiva.



