
Lisboa, 16 jul 2026 (Lusa) — O ministro da Economia e da Coesão Territorial rejeitou hoje o desafio do Chega para que o executivo apresentasse uma moção de confiança, dizendo que “o Governo não será fator de crise e instabilidade”.
No encerramento do debate do estado da nação, Manuel Castro Almeida fez questão de reafirmar, “a poucos meses do debate orçamental”, que o Governo PSD/CDS-PP é defensor da estabilidade.
“Queremos cumprir a legislatura, senhor deputado André Ventura. O Governo não será fator de crise e instabilidade, esperamos que as oposições tenham o mesmo sentido de responsabilidade”, afirmou, depois de o lÃder do Chega ter desafiado o Governo a apresentar uma moção de confiança.
O ministro da Economia assegurou que o Governo é também um defensor da cooperação, quer com o Presidente da República, quer com a Assembleia da República.
“É esse o nosso dever democrático. Mas atenção, a estabilidade protege o paÃs e a cooperação ajuda, mas só a ambição é verdadeiramente transformadora, em especial na economia”, afirmou.
Castro Almeida sublinhou, por outro lado, o “espÃrito reformista” do atual Governo.
“Não estamos agarrados ao poder. Estamos vinculados, isso sim, a um projeto de mudança e de transformação do Estado e da economia. O poder pelo poder não serve nenhum ideal. Não estamos cá para administrar a estagnação”, disse.
O ministro frisou que “o poder não é para ser ocupado, é para ser exercido em favor de um projeto reformista e transformador”, defendendo que tem sido essa a linha de atuação do Governo em áreas como a imigração ou a habitação.
“Enquanto uns falam de reformas, nós estamos realmente a fazê-las, com diálogo, mas com determinação. O imobilismo ou a paralisia foram a marca do passado, mas não são o nosso padrão do presente nem o caminho do futuro”, disse.
O ministro elogiou ainda a situação económico-financeira do paÃs, apesar da “difÃcil situação internacional”.
“Temos hoje um crescimento económico que, sem ser ainda o desejável, está bem acima da média europeia. No primeiro trimestre deste ano, os últimos dados conhecidos, Portugal cresceu dois pontos percentuais acima da média da zona euro”, referiu, a que acrescentou a situação de quase “pleno emprego” e subida real dos salários.
Castro Almeida admitiu, contudo, que estes dados não fazem de Portugal “um oásis”.
“Mas desmentem a ideia do caos ou do desastre com que alguns, na oposição, pretendem pintar de forma fantasiosa e até maldosa a realidade portuguesa”, afirmou, considerando que “este é um daqueles momentos em que mais se justifica ter orgulho em Portugal”.
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Lusa/fim
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