
A Câmara dos Comuns reconhece as escolas residenciais do Canadá como um ato de genocídio. Na quinta-feira, a moção apresentada pela deputada Leah Gazan do NDP foi aprovada de forma unânime.
“Um ato de genocídio”. Foi o parecer da Câmara dos Comuns acerca do sistema de Escolas Residenciais do Canadá.
Na quinta-feira, 27 de outubro, a moção apresentada por Leah Gazan, deputada do NDP foi aprovada de forma unânime no parlamento.
“Hoje elevo sobreviventes, famílias e comunidades que tanto sacrificaram para que as pessoas em todo o Canadá conheçam a verdade; que o que aconteceu nas escolas residenciais foi um genocídio. Estou grata aos parlamentares que unanimemente aprovaram a minha moção reconhecendo a verdade da história do Canadá”, disse Gazan num comunicado de imprensa.
Apesar da moção refletir a vontade da Câmara dos Comuns, e não do próprio Governo, a deputada do NDP quer honrar a vontade do Parlamento.
“Estou ansiosa por trabalhar com o Governo para assegurar que a vontade do Parlamento seja honrada através do reconhecimento formal das escolas residenciais como um genocídio”. Os sobreviventes não merecem menos”.
As moções de consentimento unânime não recebem votos formais, e nem sempre refletem as políticas oficiais do Governo. Aliás, só são adotadas se nenhum deputado se opuser a elas.
Em julho, o Papa Francisco disse que os abusos que os Povos Indígenas enfrentaram ao serem forçados a frequentar escolas residenciais equivalem a um genocídio.
No Canadá, existiam 140 escolas residenciais a funcionar entre 1831 e 1998. A última escola fechou há menos de 25 anos.



