
O Canadá tornou-se este ano uma sociedade “superenvelhecida”, ao ultrapassar a marca de um em cada cinco habitantes com mais de 65 anos.
Esta é a conclusão de um estudo da Universidade McMaster, que interpreta a evolução demográfica como um sinal de progresso, associado ao aumento da esperança de vida e aos avanços na saúde, na educação e na proteção social.
A ideia de que o envelhecimento representa apenas um peso para os sistemas de saúde e de pensões é colocada em causa. Muitos cidadãos com 70, 80 e até 90 anos mantêm-se ativos, participam em iniciativas de voluntariado, apoiam as suas famílias e permanecem ligados à vida económica e social.
O estudo defende um reforço do investimento em cuidados de proximidade, apoio domiciliário, habitação adaptada e transportes acessíveis, de forma a garantir autonomia e qualidade de vida.
As instituições são também chamadas a reforçar a confiança pública, condição essencial para implementar novas respostas nas áreas da saúde, dos cuidados continuados e da investigação científica.
As projeções apontam para uma tendência de envelhecimento mais acentuada nas próximas décadas, num processo de transformação estrutural da sociedade canadiana.
O desafio passa agora por transformar o envelhecimento numa vantagem para o futuro do Canadá.



