Embaixada no Ruanda: Canadá terá representação no país africano

FOTO: MELANIE JOLY
FOTO: MELANIE JOLY

O Canadá vai abrir uma embaixada no Ruanda como parte dos esforços para combater a influência da Rússia e da China em África. A revelação foi feita na quarta-feira, pela ministra dos Negócios Estrangeiros Mélanie Joly, logo após a chegada do primeiro-ministro canadiano ao país africano. Justin Trudeau aproveitou para colocar uma coroa de flores no Memorial do Genocídio de Kigali.

O Canadá prepara-se para abrir uma Embaixada no Ruanda. Segundo Mélanie Joly, ministra dos Negócios Estrangeiros do Canadá, o objetivo passa por combater a influência da Rússia e da China em África.

“Sim, sabemos que a Rússia está presente no continente. Sim, sabemos que a China está cada vez mais presente também no continente. Não podemos ser ingénuos”, disse Joly aos jornalistas na capital do Ruanda, Kigali.

“Precisamos de ter a certeza de que temos os diplomatas no terreno com olhos e ouvidos atentos ao que está a acontecer, para garantir que podemos desempenhar um papel positivo com o Ruanda e com toda a região.”

Joly disse que o Canadá está a criar uma embaixada permanente em Kigali. Também vai ser nomeado um novo embaixador na União Africana, com sede em Adis Abeba, na Etiópia.

Entretanto, o primeiro-ministro do Canadá aterrou em Ruanda na última quarta-feira ao final da tarde.  Na manhã de quinta-feira, 23 de junho, Justin Trudeau, colocou uma coroa de flores no Memorial do Genocídio de Kigali.

O local contém os restos mortais de mais de 250 mil cidadãos de etnia tutsis do Ruanda que foram massacrados por extremistas de etnia hutus na primavera e no verão de 1994.

O primeiro-ministro prestou homenagem quando os líderes da Commonwealth se reuniram em Kigali para discutir, entre outras coisas, os direitos humanos e o aumento da insegurança alimentar no continente.

Trudeau foi recebido pelo diretor executivo do centro e teve a oportunidade de falar com um sobrevivente do genocídio.

Muitos dos nomes das vítimas ainda não foram recolhidos e documentados e muitas das vítimas são desconhecidas.