Eleições Hong Kong: Canadá e países aliados seriamente preocupados

Foto: japanibackpacker/Pixabay
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O Canadá e vários países que são seus aliados estão “seriamente preocupados” com a “erosão” da democracia em Hong Kong. Em causa, as eleições legislativas de ontem que culminaram na vitória de candidatos pró-Pequim.

A vitória de candidatos pró-Pequim nas eleições legislativas de Hong Kong deixou o Canadá e várias nações aliadas “seriamente preocupados”. Em causa está a alegada “erosão de elementos democráticos” que marcou o processo eleitoral.

Esta segunda-feira, dia 20 de dezembro, os ministros dos Negócios Estrangeiros do Canadá, da Austrália, da Nova Zelândia e do Reino Unido, e ainda o secretário de Estado norte-americano, emitiram uma declaração conjunta em resposta às eleições de domingo. Trata-se do primeiro ato eleitoral desde que a China aprovou a revisão das leis eleitorais de Hong Kong, de forma a garantir que só “patriotas” pró-Pequim governem a cidade.

“Ações que prejudiquem os direitos, liberdades e a elevada autonomia de Hong Kong ameaçam o nosso desejo partilhado de assistir ao sucesso” da cidade, pode ler-se no comunicado.

“A revisão do sistema eleitoral de Hong Kong introduzida no início deste ano reduziu o número de cadeiras eleitas diretamente e estabeleceu um novo processo de verificação para restringir severamente a escolha dos candidatos nas cédulas eleitorais. Essas mudanças eliminaram qualquer oposição política significativa”, acrescentam os países.

A participação dos eleitores nas legislativas de domingo rondou os 30,2%. Trata-se do valor mais baixo desde que os britânicos entregaram Hong Kong à China em 1997.

De acordo com as novas leis aprovadas em março, o número de deputados eleitos diretamente foi reduzido de 35 para 20, mesmo com a ampliação da legislatura de 70 para 90 assentos.