
Luanda, 13 jul (Lusa) – O diretor do Centro de Estudo e Investigação Científica (CEIC) de Angola, o economista Alves da Rocha, afirma que “conforme se desconfiava”, a “situação financeira” angolana é “bastante grave” e obrigará a austeridade.
O responsável do CEIC, da Universidade Católica de Angola, reagia em declarações à Lusa ao anúncio de revisão, por parte do Ministério das Finanças, dos principais indicadores macroeconómicos para 2016, nomeadamente a revisão em baixa do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), dos iniciais 3,3 por cento para 1,3%, e do aumento do défice estatal, que passa de 5,5% para 6%, obrigando a maior endividamento público.
“A curto prazo não há alternativa à aplicação de uma política de austeridade, com cortes no consumo público – despedimento de funcionários, ajustamentos salariais -, a não ser que o número de ?funcionários fantasmas’ [recadastramento em curso eliminou dos registos, entre setembro e maio, mais de 55.000 trabalhadores] a abater nas folhas salariais seja suficiente para acondicionar os gastos públicos às metas traçadas para o défice”, apontou.
